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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Pegada Ecológica Mundial - últimos dados de 2014

Antes do crescimento exponencial da população no século XX, o consumo da humanidade era muito menor do que a capacidade regenerativa do Planeta. No entanto, desde os meados da década de 70 que as necessidades da humanidade têm excedido aquilo que a Terra pode renovar.

Utilizando os conceitos de Pegada Ecológica e de Biocapacidade em hectares globais (gha) podemos avaliar de que forma a humanidade tem usado os recursos do planeta e como essa relação se tem alterado com o tempo.

Nos últimos 50 anos a biocapacidade aumentou cerca de 27% graças a alterações na tecnologia e nas práticas do uso do solo. O que não foi suficiente para contrabalançar o aumento de 190% da pegada ecológica durante o mesmo período.

Pegada ecológica mundial relacionada com o consumo por tipo de área entre 1961 e 2014 (em hectares globais).


A pegada ecológica calcula a quantidade de área biologicamente produtiva necessária para satisfazer as diferentes necessidades em termos de alimento, fibra, madeira, construção de estradas e edifícios e o sequestro de dióxido de carbono proveniente da queima de combustíveis fósseis.

Tipos de pegada ecológica de acordo com o tipo de necessidade.

Segundo os últimos dados disponíveis referentes a 2014, os países com maior pegada ecológica (acima dos 7 gha) são o Canadá, os Estados Unidos, a Dinamarca, o Luxemburgo, o Kuwait, o Bahrain, os Emirados Árabes Unidos e a Mongólia.

Mapa mundial da Pegada Ecológica relacionada com o consumo, 2014.

Fonte:
Living Planet Report 2018

quarta-feira, 16 de março de 2016

Pegada ecológica

O fornecimento de recursos renováveis às populações resulta em desperdícios e poluição e pode ter um enorme impacto ambiental. Podemos medir esse impacto através da pegada ecológica - a quantidade de área biologicamente produtiva  e de água necessárias para fornecer às pessoas, de um país ou área em particular, uma quantidade indefinida de recursos renováveis e para absorver e reciclar os desperdícios e poluição produzidos pela utilização de cada recurso. A pegada ecológica per capita é a pegada ecológica média de um indivíduo num dado país ou área.

Se a pegada ecológica total de um país (ou o mundo) é maior do que a sua capacidade biológica (biocapacidade) para reabastecer os seus recursos renováveis e para absorver os desperdícios e poluição resultantes, diz-se que tem um défice ecológico. Por outras palavras, existe uma situação de insustentabilidade em que se esgota o capital natural em vez de se depender apenas do rendimento gerado por esse capital.

Pegada ecológica global entre 1961 e 2007
(Fonte: http://assets.wwf.ca/img/original/lpr2010_figure2.jpg)
Em 2008, o World Wildlife Fund (WWF) e a Global Footprint Network estimaram que a pegada ecológica global excedeu a capacidade biológica da Terra para suportar os humanos e outras formas de vida em pelos menos 30%. Isto significa que a humanidade vive de forma insustentável. De acordo com o WWF, necessitamos aproximadamente o equivalente a pelo menos 1.3 planetas Terra para fornecer uma quantidade de recursos renováveis infinita (de acordo com o consumo actual per capita) e para absorver a poluição e desperdícios resultantes. Se a tendência de crescimento da população mundial e da taxa média de uso de recursos renováveis continuarem como as projecções indicam, por volta de 2035, iremos necessitar o equivalente a 2 planetas Terra.

Alguns analistas da pegada ecológica tentaram mostrar esta medida em termos da área de solo necessário para produzir os recursos utilizados. De acordo com um estudo,  a pegada ecológica mundial per capita equivale a 5 campos de futebol. Nos Estados Unidos esse valor ascende a 18 campos de futebol, enquanto que na Alemanha e na China, equivale a 8 e a 4, respectivamente.

Pegada ecológica per capita por país
(Fonte: http://www.footprintnetwork.org/images/LPR-Figure-Data.gif)
Atendendo à pegada ecológica per capita, os 10 países que apresentam os índices mais elevados são: Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Bélgica, Trindade e Tobago, Singapura, Estados Unidos, Bahrain e Suécia. Se considerarmos a pegada ecológica total, a China, os Estados Unidos, a Índia, o Brasil e a Rússia são os países que mais contribuem em termos globais.

Ao compararmos a pegada ecológica e a biocapacidade de um país, podemos calcular o seu crédito ecológico (no caso da biocapacidade ser superior à pegada ecológica) ou o seu débito ecológico, se a pegada for superior à sua biocapacidade. No mapa abaixo podemos observar de uma forma mais global, quais as zonas que apresentam maiores créditos/débitos ecológicos.

Pegada ecológica vs biocapacidade
 (Fonte: http://www.footprintnetwork.org/images/Biocapacity_Deficit_Reserve_2011data.jpg)

Fontes:
Living in the Environment - Miller & Spoolman
Living Planet Report (2014)