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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Índice da Democracia 2016

O Índice da Democracia (ID) é um índice desenvolvido por um empresa sediada no Reino Unido - a Economist Intelligence Unit (EIU) - que tem como objectivo medir o estado da democracia de 165 estados independentes e dois territórios, cobrindo quase toda a população mundial e a maior parte dos estados, deixando de fora os micro-estados.

O Índice da Democracia baseia-se na avaliação de cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, o funcionamento do governo, participação política e cultura política. Em função dos resultados obtidos nos indicadores destas categorias, a cada país é atribuído um tipo de regime dentro de quatro tipos: democracia plena ("full democracy"), democracia com falhas ("flawed democracy"), regime híbrido ("hybrid regime") e regime autoritário ("authoritarian regime").

Na nona edição do ID, de 2016, a média global da pontuação caiu de 5.55 para 5.52 em 2015, numa escala de 0 a 10. 72 países tiveram um decréscimo na sua pontuação total comparando com o ano anterior, enquanto que 38 países registaram uma melhoria. Em 2016, cinco regiões apresentaram uma regressão - Europa de Leste, América Latina, Médio Oriente e Norte de África, África Sub-Sariana e Europa Ocidental. A Europa de Leste foi de longe a que registou uma maior descida, de 5.55 para 5.43. Nenhuma região obteve uma melhoria da pontuação em 2016. Duas regiões - Ásia e Australásia -  estagnaram em 2016.

Quase metade da população mundial, 49,3%, vive numa democracia sob alguma forma, no entanto, apenas 4,5% residem num país com uma "democracia plena", que contrasta com os 8,9% de 2015, que resulta do facto de os Estados Unidos terem sido despromovidos de "democracia plena" para "democracia com falhas". Cerca de 2.6 mil milhões de pessoas, mais de um terço da população mundial, vive sob um regime autoritário.

Índice Democrático em 2016, por tipo de regime com a contabilização do número de países e percentagens de países e população mundial (Fonte: Democracy Index 2016 Report)

De acordo com o ID, 76 dos 167 países estudados (45,5%), podem ser considerados democracias. No entanto o número de "democracias plenas" baixou de 20 para 19 em 2016.

O relatório do ID dá destaque aos seguintes acontecimentos:

  • Um défice de confiança leva a que os Estados Unidos passem para "democracia com falhas".
  • O referendo sobre o Brexit leva ao aumento da participação política no Reino Unido.
  • A Ásia estagnou o crescimento da pontuação em 2016.
  • A América Latina sofre com os regimes populistas.
  • Os 19 países da Europa de Leste que registaram um decréscimo da pontuação.
  • A participação política aumenta na África sub-sariana, mas ainda tem muito caminho para percorrer.
  • O longo Inverno Árabe continua e a Tunísia sofre uma queda no ranking.


Mapa do Índice Democrático
(Fonte: https://cdn.vox-cdn.com/uploads/chorus_asset/file/7869871/slack_imgs_2.com.jpeg)

Os 10 países com maior pontuação e os 10 países com menor pontuação nos rankings de 2016
(Fonte: https://www.eiu.com/topic/democracy-index)

Neste link podem-se consultar as pontuações individuais de cada país: https://infographics.economist.com/2017/DemocracyIndex/

Fonte:
Democracy Index 2016 (https://www.eiu.com/democracy2016)
https://en.wikipedia.org/wiki/Democracy_Index

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Índice dos Estados Frágeis em 2017

O Índice dos Estados Frágeis (Fragile States Index - FSI) é um ranking anual de 178 países baseado em diferentes factores que têm impacto sobre os seus níveis de fragilidade. O FSI é produzido pelo Fundo para a Paz com recurso à sua ferramenta de abordagem analítica - CAST (Conflict Assessment System Tool). De modo a obter os resultados para o FSI serão cruzados dados quantitativos, dados qualitativos e dados resultantes da validação de especialistas. 

Mapa dos estados falhados em 2017
(Fonte: https://www.thecipherbrief.com/sites/default/files/styles/article_image/public/2017fsi.jpg?itok=rg2u4FBC&c=8635c888e1fafba4150d1b6cad0eef91)
Para cada país é analisada informação relativa a 12 indicadores chave no âmbito político, social e económico e mais de 100 sub-indicadores que são resultados de anos de investigação das ciências sociais. Os valores do FSI devem ser interpretados com a noção de que quanto mais baixo o resultado, melhor. Portanto, uma redução do índice indica um melhoria e uma maior estabilidade relativa, assim como um maior resultado significa uma maior instabilidade.

Os 12 indicadores estão divididos em 4 categorias da seguinte forma:

Indicadores de coesão
1. Aparato de segurança
2. Elites faccionadas
3. Justiça Social

Indicadores económicos
4. Declínio económico e pobreza
5. Desenvolvimento desigual
6. Fuga de capital humano e de cérebros

Indicadores políticos
7. Legitimidade do estado
8. Serviços públicos
9. Direitos humanos e estado de Direito

Indicadores sociais
10. Pressões demográficas
11. Refúgios e indicador de deslocados internos
12. Intervenção externa

Estados com melhor classificação em 2017
(Fonte: http://fundforpeace.org/fsi/?attachment_id=485)
Estados com pior classificação em 2017
(Fonte: http://fundforpeace.org/fsi/?attachment_id=485)
Fonte:
Fragile States Index (http://fundforpeace.org/fsi/)