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domingo, 24 de março de 2019

Relatório Mundial da Felicidade 2019



No passado dia 20 de Março foi apresentada a sétima edição do Relatório Mundial. Entre outros dados são apresentados os resultados para cada país atendendo ao período 2016 a 2019. À semelhança dos anteriores relatórios foram consideradas seis variáveis para os resultados - PIB per capita, suporte social, esperança de vida saudável, liberdade, generosidade e ausência de corrupção. Embora estas sejam usadas apenas para explicar a variação da felicidade entre os países, uma vez que os resultados são baseados na avaliação de cada indíviduo faz da sua vida de acordo com a "Escada de Cantril".



Assim, na classificação, a Finlândia mantém a 1ª classificação, seguida da Dinamarca, Noruega, Islândia, Holanda, Suiça, Suécia, Nova Zelândia, Canadá e Áustria, que fecha o Top 10. No extremo oposto, encontramos o Haiti, Botswana, Síria, Malawi, Iémen, Ruanda, Tanzânia, Afeganistão, República Centro Africana e por último Sudão do Sul. Facilmente se constata que o fosso continua a ser bastante grande entre os melhores e os piores classificados.



Neste relatório também é apresentada a evolução dos países entre os períodos 2005-2008 e 2016-2018. No top 10 dos países que mais evoluíram temos o Benin, Nicarágua, Bulgária, Letónia, Togo, República do Congo, Serra Leoa, Eslováquia, Equador e Uzbequistão. A Venezuela encabeça o grupo de 10 países que mais desceram nesta avaliação, a que se seguem Síria, Botswana, Índia, Iémen, República Centro Africana, Grécia, Tanzânia, Malawi e Ruanda.



Fonte:

quarta-feira, 21 de março de 2018

Relatório da felicidade mundial 2018



A cerca de uma semana do Dia Internacional da Felicidade, foi anunciado o novo relatório da felicidade mundial que para além do ranking dos níveis e das alterações da felicidade no mundo, faz um especial enfoque no tema da migração.

As classificações neste relatório têm como base os resultados de inquéritos efectuados entre 2015 e 2017 que ilustram a performance de cada país em 6 domínios: rendimento, esperança de vida saudável, suporte social, liberdade, confiança e generosidade.

Este relatório traz um novo número um - a Finlândia - embora as primeiras 10 posições são ocupadas pelos mesmos países nos dois últimos anos - Noruega, Dinamarca, Islândia, Suíça, Holanda, Canadá, Nova Zelândia, Suécia e Austrália. No outro lado do ranking, encontramos o Burundi como país com menor pontuação seguido da República Centro Africana, Sudão do Sul, Tanzânia, Iémen, Ruanda, Síria, Libéria, Haiti e Malawi.

Top 10 dos países com maior pontuação.

Top 10 dos países com menor pontuação.

No que diz respeito à evolução na felicidade entre o período 2008-2010 e 2015-2017, o país que registou a maior evolução positiva foi o Togo, seguida da Letónia, Bulgária e Serra Leoa. O país que registou maior descida foi a Venezuela, seguida do Malawi, Síria e Iémen.

Numa visão agregada, o conjunto dos países apresentou uma pontuação média inferior à apresentada no relatório de 2017 e as regiões com pontuação mais elevada são a América do Norte e Austrália e Nova Zelândia, Europa Ocidental e América Latina e Caraíbas.

Fonte:
World Happiness Report 2018

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Relatório da felicidade mundial 2016



O mais recente relatório sobre a felicidade mundial foi apresentado em Março de 2016 na cidade de Roma.

A análise da distribuição da felicidade entre e dentro dos países baseia-se em 1000 individuais por ano em cada um dos mais países de 150 países, usando uma escala de 0 (pontuação mais baixa) a 10 (pontuação mais elevada) para o questionário. Neste estudo foi utilizada uma média para os resultados da avaliação para cada país respeitantes a 2013, 2014 e 2015.

Os gráficos seguintes apresentam a distribuição da felicidade a nível mundial e para 10 regiões do globo, traduzida nas respostas onde os inquiridos avaliam as suas vidas numa escala de 0 a 10, sendo 0 a pior vida possível e  10 a melhor vida possível.

Distribuição da felicidade a nível mundial
(Fonte: World Happiness Report 2016)


Distribuição da felicidade mundial para 10 regiões do globo
(Fonte: World Happiness Report 2016)


As avaliações da vida em termos médios a nível nacional são explicadas por uma equação em termos de seis variáveis: PIB per capita, suporte social, esperança de vida saudável, liberdade para fazer escolhas de vida, generosidade e liberdade da corrupção. Em conjunto, estas seis variáveis explicam quase três quartos da variação dos resultados nacionais anuais entre países, usando dados de 2005 a 2015.

No que respeita à comparação entre países. observa-se que os 10 países com avaliações mais baixas são os mesmos países que constavam do relatório de 2015. Todos eles apresentam médias abaixo de 3.7 e 8 destes 10 países encontram-se na África subsariana.

Os 10 países com menor pontuação na avaliação média de vida
(Fonte: World Happiness Report 2016)

No outro extremo, os países no top 10 apresenta uma média de 7,4. As desigualdades a nível do rendimento explicam em mais de um terço as diferenças que se encontram nas avaliações de vida. O rendimento é o factor mais desigualmente distribuído entre os países. O PIB per capita no top 10 superior é 25 vezes maior do que no top 10 inferior.


Top 20 dos países com maiores pontuações na avaliação de vida(Fonte: http://fingfx.thomsonreuters.com/gfx/rngs/1/1038/1529/WORLD-HAPPINESS%20REPORT%20T.jpg)

Entre o período de 2005-2007 a 2013-2015 houveram 55 países que viram o seu resultado subir e 45 países em que o resultado desceu. Os ganhos registaram-se especialmente na América Latina, estados independentes da Commonwealth e Europa Central e de Leste. As perdas aconteceram principalmente em países da Europa Ocidental e em menor grau na África sub-sariana, Médio Oriente e Norte de África.

Fonte:
World Happiness Report 2016

sábado, 19 de dezembro de 2015

Relatório sobre a felicidade mundial


O relatório sobre a felicidade mundial é o resultado de um esforço de uma equipa internacional composta por especialistas em economia, neuro-ciência e estatística, que mede o bem-estar em diferentes países do mundo. O relatório é publicado pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável e foi pela primeira vez apresentado em 2012 num encontro das Nações Unidas sobre bem-estar e felicidade.

Genericamente são perguntadas às pessoas para avaliar, numa escala de 0 a 10 (sendo 0 o valor mais baixo e 10 o mais elevado), 6 variáveis que dizem respeito à sua vida: PIB per capita, apoio social, esperança de vida saudável, percepção de liberdade na tomada de decisões vitais, generosidade e confiança.

Posteriormente, são calculadas as médias das avaliações, em que 0 representa a pior vida possível e 10 a melhor vida possível. Estas oscilam entre valores superiores aos 7,5 na parte superior das classificações e valores inferiores a 3 na parte inferior. Uma diferença de 4 pontos separa os 10 países mais felizes dos 10 países menos felizes.

Geografia da felicidade em 2015 
(Fonte: World Happiness Report)

Através deste mapa podemos observar a geografia da felicidade mundial. Os países foram divididos em 10 grupos, em que a cor verde-escura foi atribuída ao grupo com as médias mais elevadas e a cor vermelha-escura representa as médias mais baixas.

Os 20 países mais felizes do mundo 
(Fonte: https://assets.bwbx.io/images/users/iqjWHBFdfxIU/if1lGaud33Mc/v2/400x-1.jpg)
Numa análise mais detalhada, a Suiça encontra-se em primeiro lugar, seguida de perto pela Islândia, pela Dinamarca e pela Noruega. Os restantes países entre os 10 primeiros são (por ordem) o Canadá, a Finlândia, a Holanda, a Suécia, a Nova Zelândia e a Austrália.

Os 20 países menos felizes do mundo 
(Fonte: http://www.todayonline.com/sites/default/files/styles/photo_gallery_image_lightbox/public/22161570.JPG?itok=2xy-YPq7)
No outro extremo, a maior parte dos países encontra-se na África subsariana, embora também se tenha registado a inclusão do Afeganistão e uma queda adicional da Síria.

No geral, o modelo traduz bem as diferenças das avaliações entre as regiões e para o mundo como um todo. Contudo, os países da América Latina tem uma avaliação média que são mais elevadas do que a previsão do modelo. Contrariamente, os países do leste da Ásia tem avaliações mais baixas do que o previsto.

Numa base média global, as avaliações femininas são ligeiramente mais altas do que as masculinas. Já as diferenças entre faixas etárias são muito maiores. Numa base global, as avaliações médias começam altas entre os indivíduos mais jovens, caem quase 0.6 pontos por volta da meia-idade e são bastante planas a partir dessa idade.

O relatório destaca ainda a influência das normas sociais e das instituições circundantes como são a família,  as amizades a nível individual e a confiança e empatia a nível da vizinhança e comunidade, na qualidade de vida dentro e entre países e gerações.


Fonte:
World Happiness Report (http://worldhappiness.report/)