Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Europa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Evolução das temperaturas nos últimos 1000 anos

Evolução das temperaturas nos últimos 1000 anos
(Fonte: http://assets.climatecentral.org/images/made/7-23-13-Guardian-ipcc-climate-change-chart-v2_1050_780_s_c1_c_c.jpg)
De modo a construir o gráfico acima foi usada uma variedade de fontes que incluem anéis de árvores, corais, núcleos de gelo, registos históricos e termómetros. De notar que há cerca de 1000 anos o Hemisfério Norte foi ligeiramente mais frio do que a temperatura média entre 1961 e 1990. No entanto, certas regiões no Hemisfério Norte eram mais quentes do que outras. Por exemplo, durante este período a cultura da vinha floresceu em Inglaterra, indicando a presença de Verões quentes e secos e a ausência de primaveras frias. Este período de algumas centenas de anos relativamente quente na Europa Ocidental é por vezes referido como o Período Quente Medieval (Medieval Warm Period ou Medieval Climatic Optimum). Foi durante este período a primeira parte do milénio que os Vikings colonizaram a Islândia e Gronelândia e viajaram até à América do Norte.

Esta curva de temperatura mostra um período relativamente quente durante o século 11 e 14 mas ainda assim mais frio do que o século 20. Durante este período de clima relativamente suave na Europa Ocidental apresentou grandes variações. Tanto grandes cheias como grandes secas assolaram esta parte do continente. Invernos extremamente frios foram seguidos por Invernos relativamente quentes.

Um outro olhar para o gráfico observa-se que o Hemisfério Norte passou por um período de ligeiro arrefecimento desde o século 15 até ao século 19. Este arrefecimento foi de tal ordem que permitiu o aumento em tamanho e o avanço de glaciares alpinos em certas áreas. Em muitas partes da Europa, os Invernos foram longos e severos e os Verões curtos e húmidos. As vinhas desaparecem da Inglaterra e a agricultura tornou-se impossible em latitudes mais a Norte. A colónia de Vikings isolada na Gronelândia do resto do Mundo devido ao avanço do gelo, pereceram. Não existem provas de que esta vaga de frio existiu noutras partes do Mundo. No entanto este período foi conhecido na Europa como a Pequena Idade do Gelo (Little Ice Age).

Período Quente Medieval e a Pequena Idade do Gelo
(Fonte: https://www.ncdc.noaa.gov/sites/default/files/Comparisons-of-simulated-and-reconstructed-Northern-Hemisphere-temperature-changes-v2.jpg)
Fonte:
Essentials of Meteorology, 6th Edition (C. Donald Ahrens)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

População: África e Europa em pólos distintos

Mais de metade do crescimento da população mundial até ao ano de 2050 espera-se que ocorra em África. O continente africano tem a maior alta taxa de crescimento populacional de todo o globo, crescendo a uma taxa anual de 2,55% entre 2010 e 2015. Consequentemente, das 2,4 mil milhões de pessoas que serão adicionadas ao planeta entre 2015 e 2050, 1,3 mil milhões de pessoas  nascerão em África. Projecta-se que continente asiático será o segundo a contribuir para o futuro crescimento populacional, adicionando mais 0,9 mil milhões de pessoas entre 2015 e 2050, que será seguido da América do Norte, América Latina e Caraíbas e Oceânia. Segundo a projecção média, a população europeia deverá ser inferior em 2050 relativamente a 2015.

Taxa anual média de alteração da população por continentes entre 2000-2050
(Fonte: World Population Prospects - Key findings & advance tables, 2015 Revision)

O rápido crescimento populacional em África ocorrerá mesmo que haja uma redução substancial dos níveis de fertilidade num futuro próximo. De acordo com a projecção média, a fertilidade irá diminuir de 4,7 filhos (2010-2015) para 3,1 (2045-2050), atingindo os 2,2 no período entre 2095 e 2100. Como resultado, a percentagem da global que pertence ao continente Africano irá crescer de 25% em 2050 para 39% em 2100, enquanto que a percentagem que reside em Ásia descerá de 54% em 2050 para 44% em 2100.


Taxas de fertilidade em África em 2013
(Fonte: http://www.humanosphere.org/wp-content/uploads/2014/03/20140308_mam905_595_0.png)

O crescimento populacional continua especialmente alto no grupo de 48 países designados pelas Nações Unidas como os países menos desenvolvidos, dos quais 27 são países africanos. Apesar de se prever uma diminuição da taxa de crescimento populacional deste grupo de países, a sua população espera-se que cresça de 954 milhões (em 2015) para 1,9 mil milhões (em 2050) e para 3,2 mil milhões (em 2100). Entre 2015 e 2100, a população de 33 países, a maioria países menos desenvolvidos, poderão, no mínimo, triplicar. Entre esses países, as populações de Angola, Burundi, República Democrática do Congo, Malawi, Mali, Niger, Somália, Uganda, Tanzânia e Zâmbia podem quintuplicar até 2100.

A concentração de crescimento populacional nos países mais pobres irá dificultar a tarefa dos seus governos de erradicar a pobreza e as desigualdades, combater a fome e mal-nutrição, expandir os sistemas de educação e de saúde, melhorar o fornecimento de serviços básicos e implementar outros elementos da agenda de desenvolvimento sustentável.

Em claro contraste, espera-se que as populações de 48 países ou áreas diminua entre 2015 e 2050. Em diversos países espera-se que a população possa diminuir em mais de 15%, onde se inclui a Bósnia Herzegovina, Bulgária, Croácia, Hungria, Japão, Letónia, Lituânia, Moldávia, Roménia, Sérvia e Ucrânia. A fertilidade em todos os países europeus está abaixo do nível de substituição a longo prazo (cerca 2,1 filhos por mulher, em média) e na maioria dos casos, esta situação já acontece há várias décadas. Projecta-se que a fertilidade na Europa possa aumentar de 1,6 filhos por mulher entre 2010-2015 para 1,8 entre 2045 e 2050, mas esse aumento não será suficiente para impedir a provável diminuição do tamanho da população total.

Taxas de fertilidade totais pela Europa em 2011
(Fonte: https://libraryeuroparl.files.wordpress.com/2013/05/fertility2.png)

Fonte:
World Population Prospects - Key findings & advance tables, 2015 Revision (https://esa.un.org/Unpd/wpp/Publications/Files/Key_Findings_WPP_2015.pdf)